Escola da vida

A escola da vida

“Nascer na Terra é privilégio que nos foi concedido. Não esperemos chegar a seres perfeitos em uma vida apenas. O que devemos é aprender a não repetir experiências inúteis em nosso cotidiano.“

(De Agasha –  in A Verdade, vol. 8)

 A primeira escola desta vida

Você sabia que ao nascermos aqui na Terra matriculamo-nos na nossa primeira escola desta vida? Sim, podemos considerar o planeta Terra como uma grande escola. E as diversas situações que vivenciamos são como as diversas matérias que temos na escola formal.

A experiência de viver o amor filial nem sempre é fácil ou prazerosa; porém, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, todos nós teremos de aprender a vivê-la da melhor maneira possível. Isso seria semelhante à nossa relação com a matemática: para muitas pessoas é uma matéria difícil e complicada, porém, mesmo que quiséssemos fugir dela, da mesma forma que ocorre com a matéria chamada “amor filial”, chegará um dia em que não teremos outra opção senão compreender que a matéria chamada matemática está relacionada praticamente com tudo na nossa vida.

Por exemplo, há pessoas que escolhem a área de humanas justamente para fugir da matemática. Entretanto, qualquer que seja a carreira escolhida, ao cursá-la, essas pessoas descobrem que não houve jeito, pois a matemática está lá também.

Mesmo nas coisas mais simples do cotidiano precisamos ter pelo menos uma noção básica sobre a matemática, caso contrário correremos riscos tais como o de sermos lesados. É o que aconteceria, por exemplo, se você desse uma nota de R$ 100,00 (cem reais) para pagar algo no valor de R$ 30,00 (trinta reais) e, em vez de receber R$ 70,00 (setenta reais) de troco, recebesse apenas R$ 20,00 (vinte reais). Sem o conhecimento mínimo da matemática, você poderia satisfazer-se com essa quantia e não se dar conta do próprio engano.

 

 

Quanto mais reclamar, mais difícil ficará

Há muitos pré-adolescentes, adolescentes e jovens que reclamam dos estudos: reclamam da escola, dos professores, das matérias, das provas, do processo de preparação para o vestibular etc. Penso que isso acontece, na maioria das vezes, por ainda não terem a clara compreensão de que todo esse esforço tem uma razão de ser.

Como disse anteriormente, ao nascermos na Terra, matriculamo-nos na nossa primeira escola desta vida. Então, qual o objetivo de nos matricularmos nesta “escola”? Seria verdade que não pedimos para nascer? E, se não pedimos, a culpa seria de nossos pais?

Veja, antes de qualquer coisa, precisamos entender que pedimos, sim, para nascer; não só pedimos como definimos as condições, o ambiente, a família, inclusive a época em que vamos nascer. Pode até ser que alguém que esteja lendo este artigo agora e que ainda não tenha muito conhecimento dos ensinamentos da Seicho-No-Ie duvide ou ache estranha essa afirmação – o que eu até entendo. Mas, para que possamos compreender essa afirmação, necessitamos saber que esta não é a primeira vez que nos matriculamos nesta grande escola da Vida chamada Terra.

Na página 42 do livro Você Pode Se Tornar Uma Pessoa Maravilhosa, seu autor, o prof. Seicho Taniguchi, ensina-nos: Neste mundo existem muitos tipos de pais. Mas sejam como forem os seus pais, foi você quem escolheu esse lar para nascer. Na verdade, você não é corpo carnal, e sim espírito; e foi o seu espírito que escolheu esse lar e esses pais.

Isso acontece de forma natural, conforme a lei “Os semelhantes se atraem”. Não existem exceções. Ao lado dos pais que você próprio escolheu, poderá melhor aprimorar a sua alma e manifestar cada vez mais a maravilhosa qualidade de filho de Deus.

Continue o estudo da vida dentro do seu lar, onde você está agora, com alegria e determinação, e manifeste o quanto antes a maravilhosa essência de filho de Deus. Não há outro caminho além desse para você se tornar feliz.

Esta orientação do prof. Seicho Taniguchi também se aplica nas questões estudantis. Se você se esforçar, com alegria, determinação e gratidão, perceberá que o seu rendimento escolar irá melhorar gradativamente e descobrirá que é muito legal a escola onde você está agora.

 

 

Numa prova que todos foram mal, ele conseguiu nota máxima

Quanto mais reclamamos, pior fica. Sendo assim, vamos mudar nossa atitude mental perante os estudos. Quando eu era ainda pré-adolescente e cursava a 7ª série (hoje o 8º ano), tinha muita dificuldade em algumas matérias, mas a pior mesmo era matemática. Embora até então não tivesse sido nenhum aluno brilhante, eu nunca havia tirado uma nota vermelha; conseguia ficar sempre dentro da média, ou seja, alcançava pelo menos a nota mínima para passar de ano – claro que algumas vezes precisava ficar de reforço e até de recuperação.

Naquele ano, porém, na minha primeira prova do primeiro bimestre, uma grande decepção: uma nota vermelha! Quase morri de tanta vergonha, mas logo fiquei à vontade, pois, segundo o professor, todos os alunos haviam ido muito mal, o que causou um barulhento protesto nosso. Então, ele anunciou que havia uma exceção, que um único aluno havia tirado nota máxima. Logo, o clima de revolta entre nós devido às notas baixas transformaram-se em surpresa. Quem seria esse aluno? Algum tipo de “E.T.”? Pois como seria possível tirar nota máxima numa prova tão difícil?

O professor perguntou: “Quem é Luiz Fernando?”. Então, um aluno novato, que até aquele momento poucos de nós tinham percebido, levantou a mão, identificando-se. Quando indagado pelo professor sobre se a prova estava difícil, ele sorriu e respondeu que na verdade estava até fácil demais.

Fiquei horrorizado. Como ele podia afirmar isso, se todos os outros alunos tinham tirado notas vermelhas? Mas, alguma coisa me dizia que eu deveria aproximar-me dele e pedir que me ensinasse a estudar.

 

 

O poder do pensamento e a importância de verdadeiros amigos

Na primeira oportunidade aproximei-me de Luiz Fernando e logo nos tornamos grandes amigos. Uma das coisas mais surpreendentes que aprendi com ele foi: “Quando me sento para estudar qualquer matéria, tenho duas opções para pensar e sentir. A primeira: ‘Esta matéria é muito difícil e chata; não consigo entender nada’. A segunda: ‘Que matéria gostosa de estudar. Ela é fácil de aprender; consigo entender tudo’. A energia que gasto para pensar tanto numa quanto na outra é a mesma; a diferença estará sempre é no resultado. Por optar pelo segundo pensamento, sempre vou bem em todas as matérias”.

Seguindo esta linha de raciocínio e com a ajuda dele, ainda naquele bimestre, na segunda prova, pela primeira vez na minha vida, tirei a nota máxima. Não conseguia acreditar no que aconteceu, de tanta alegria. E agora, tendo uma prova concreta de que aquela recomendação funcionava mesmo, tratei de aplicá-la em todas as outras matérias, e os resultados também foram maravilhosos.

Essa experiência que vivi naquele ano ajuda-me até nos dias de hoje.

 

 

Algumas dicas para você se dar bem nos estudos!

 

  1. Crer que sendo você o(a) filho(a) amado(a) de Deus, possui capacidade infinita.
  2. Acreditar firmemente: “sou um excelente aluno; aprendo tudo com muita facilidade”.
  3. Na hora de estudar, estude! Na hora de brincar (se divertir), brinque!
  4. “Na hora que começar a estudar, primeiro fale mentalmente aos materiais de estudo, aos livros e cadernos: ‘Vamos estudar hoje também como bons amigos, certo? Tenho certeza de que vocês me tornarão um ótimo aluno!’” – In A Cartilha da Vida, v.1)
  5. Agradecer aos seus pais por lhe permitirem, primeiro, matricular-se na grande escola da Vida chamada Terra e, segundo, por matriculá-lo na escola onde está agora.
  6. Agradecer aos seus professores, à escola, à direção da escola, aos seus colegas etc.
  7. Sentir-se grato a Deus por poder estudar.
  8. Adormecer mentalizando as palavras seguintes e repeti-las vinte vezes ao acordar, quando ainda se sentir sonolento, em posição de oração: “Ó Deus, que está no profundo da minha alma, ó força infinita, manifeste-se!”.
  9. Dizer frequentemente a expressão “muito obrigado”.
  10. Antes de iniciar a prova, mentalizar: “Sou capaz de obter nota máxima nesta prova. Obrigado, Deus, por ter-me dotado de capacidade infinita”.
  11. Ah, lembre-se de ler o livro “Dinamize sua Capacidade”!

Muito obrigado.

Preletor da Sede Internacional Carlos Alberto da Silva

Publicado na revista Mundo Ideal #199 (fevereiro de 2011)

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