Estágio de Formação & Capacitação de Líderes da AJSI/BR – Janeiro de 2019

Por João Vitor Cuareli Leme do Prado

Três perguntas, assim começou o Estágio para Formação e Capacitação de Líderes da AJSI/BR de janeiro de 2019. Sem mais delongas, nosso presidente nacional, Regis Yoshio Shimanoe, nos questionou sobre porque decidimos estar ali, o que faremos quando voltarmos para casa e qual deve ser nossa postura para aproveitarmos o estágio. Essas não são perguntas triviais, ainda mais quando feitas logo no primeiro dia, na primeira atividade e num ambiente estranho com pessoas desconhecidas. Com uma voz amiga, o presidente complementou: “Vocês não precisam responder agora. Respondam ao final do estágio, no último dia do Persona Vip.”

Acredito que quem respondeu naquele primeiro momento, como este filho de Deusão, quebrou a cara no último dia do estágio. Após tantas experiências, nossas percepções mudaram, nos tornamos uma família. Ao longo destes vinte dias, 08 a 27 de janeiro, nossos laços afetivos transcenderam a escala do tempo. Nossas amizades não foram forjadas nessa vida. Aquele ambiente antes estranho, se transformou em nossa casa e a pessoa que dormia ao nosso lado, agora é nosso irmão.

No primeiro dia, éramos seres individuais, preocupados com o quanto vamos dormir, quando iremos comer e o como o clima estava quente.  Muitos ali pensaram em desistir, afinal, ninguém nos avisou que não seria fácil, mas calma, tudo vem para o bem.

O segundo dia foi o momento de quebrar paradigmas.  Lembra das três perguntas? Elas começaram a ser esclarecidas, ao final da aula com o tema: “Os pais são dignos de gratidão”. Compreendemos aos prantos e ao som de uma linda canção, que se não fosse por eles, não estaríamos ali. Com a cara inchada, conduzi a mais emocionante oração da refeição da minha vida, onde percebi que para vivificar a vida e o Amor de Deus, é preciso ser grato aos meus pais. Depois disso, purificamos da mente de todos os questionamentos que nos acompanhavam.

O terceiro dia será o último que narrarei com um pouco mais de apreço. Nele compreendemos o significado da empatia, nos entregamos de corpo e alma, o sentimento de unidade tomou conta de nós e efetivamente formamos uma família. Fenomenicamente, em número de participantes, foi a menor Meditação Shinsokan de Oração Mútua que já participei. Eram 30 pessoas em um círculo orando umas pelas outras. Não existe planejamento no mundo capaz de prever o que ocorreria ali, todos renascemos como irmãos, todas as questões que achávamos que deixamos em aberto para vir ao estágio se resolveram, e aqueles 30 estranhos se abraçaram aos prantos, não só uma vez, mas quantas vezes fossem necessárias. Não existem desafios que não possamos enfrentar juntos, a AJSI é uma família.

O estágio não se resumiu a uma purificação da mente e uma oração mútua. Fomos para a rua doar amor em visitas de benção e divulgações de revistas, praticamos a meditação shinsokan todos os dias sem falta, aprendemos sobre a verdadeira ética da Seicho-No-Ie numa aula que mudou nossa forma de ver o mundo, rimos, cantamos, agradecemos, tomamos decisões, enfim, nos aprimoramos. Colocamos em prática tudo o que aprendemos ao longo do estágio na organização do Seminário de Oferenda do Trabalho para Jovens e Juvenis e, por fim, planejamos o futuro em um Persona Vip especial.

Cada Preletor, Líder da Iluminação, Divulgador, Líder, Adepto, Jovem ou Juvenil que cruzaram nosso caminho durante esses dias de intenso desenvolvimento contribuíram em nossa caminhada. Cada estagiário e coordenador deixou uma marca em nossas vidas. O estágio não se trata de uma mera capacitação. Fizemos amigos, conhecemos pessoas, trocamos informações, refletirmos juntos e compreendemos o quão grandioso é fazer parte deste movimento, um sonho idealizado pelos pioneiros.

Antes de vir para o estágio, meu ego precisava se preparar, procurei descobrir o que me aguardava, afinal o que acontece no estágio da AJSI? Ninguém soube me responder. A única resposta válida parecia ser que não há como descrever com palavras as experiências que vivemos lá. Hoje, eu entendo isso e se alguém me perguntar, não conseguiria descrever a experiência. Explicar a vivência que tivemos é como expressar o infinito num mundo finito, não é impossível, mas também não é trivial.

Já fazem duas semanas que nos separamos e, neste período, retomamos nossas vidas, reencontramos nossos familiares, refletimos sobre tudo e voltamos a atuar em nossas regionais. Mas quem pensa que tudo voltou ao normal, se engana. Somos uma família e não existem distâncias que separam aqueles que se amam. Continuamos compartilhando alegrias, tristezas, projetos e reflexões. Se antes jogávamos sozinhos, hoje somos um equipe, compartilhamos experiências e estamos prontos para qualquer desafio, afinal, há sempre um novo jogo pra jogar.

 

 

 

 

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *