Um mundo melhor somos nós quem fazemos

Um mundo melhor somos nós quem fazemos

“Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3,5) 

Nasci no dia 29 de março de 1971, mas só fui registrado um mês depois, desta maneira comemoro dois aniversários, um de fato (nascimento) e outro oficial (conforme a certidão de nascimento). Porém, enquanto me preparava para escrever este artigo me veio à mente que na verdade faço três aniversários por ano, os dois primeiros, conforme escrevi acima e o outro que se refere a minha entrada na Seicho-No-Ie, que neste mês de junho de 2013 completa 28 anos.

Portanto, conheci a Seicho-No-Ie quando estava ainda com 14 anos de idade. Posso afirmar com segurança que isso foi um divisor de águas em minha vida. Apesar de ter pouca idade já havia experimentado muito dissabores e as brigas familiares constantes, somadas às carências materiais e de afetos a vida havia, aos poucos, me tornado uma pessoa triste, com inúmeros complexos de inferioridade e sem grandes perspectivas para o futuro.

Depois de ter dito palavras duras que magoaram profundamente minha mãe, durante uma discussão boba, e sem conseguir remediar a situação, passei a pensar seriamente que talvez não valesse mais a pena viver e comecei a considerar a hipótese do suicídio. Foi neste momento que Deus misericordioso, que mais tarde passaria a chamá-LO de “meu Pai e meu melhor Amigo”, me “abriu as portas do amplo lar de misericórdia, o qual se chama Seicho-No-Ie”.

Seicho-No-Ie é um ensinamento maravilhoso, que ensina que o homem é filho de Deus, que tem capacidade infinita, que o ambiente é reflexo da sua mente e que embora, este mundo que vivemos e percebemos pareça ser verdadeiro, ele é na verdade, transitório e sem consistência, sendo verdadeiro apenas o Mundo da Imagem Verdadeira, tal qual descrito no primeiro capítulo do Gênesis: “E, Deus viu que tudo que havia feito era bom”.

Assim, fundamentado na fé da Imagem Verdadeira, onde existe unicamente o Bem absoluto e sabendo que este mundo que consideramos como real, onde podemos percebê-lo através dos cinco sentidos, é na verdade, o mundo fenomênico, regido pelas leis mentais, compreendemos que é possível transformá-lo como desejamos ou acreditamos.

Ao conhecer a Seicho-No-Ie pude “nascer de novo”, no sentido mais estrito da palavra, exatamente como nos ensina Jesus Cristo em João 3:1-8:

1 Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Nascer de novo significa compreender que o reino de Deus existe aqui agora

Quando mudamos a mente, podemos mudar não apenas nossa vida e nosso destino, mas temos a oportunidade concreta de influenciar positivamente na construção de um mundo melhor. Isso porque o mundo fenomênico é reflexo do nosso mundo interior, assim, aquilo que reconheço se manifesta concretamente.

Desta forma quando despertamos para a verdade ensinada por Jesus Cristo da necessidade de “nascer de novo”, e, nascemos, ou melhor, renascemos numa nova consciência, a aí então podemos “ver o reino de Deus”. Nascer de novo significa compreender que o reino de Deus existe aqui agora e agradecermos a ele.

Quando assim fazemos com humildade, vamos gradativamente e conscientemente transformando nossa vida, mudando nosso destino e influenciando outras pessoas, estas por sua vez também transformam suas vidas e mudam seus destinos influenciando ainda mais pessoas criando assim um círculo virtuoso, uma corrente do bem que se propaga por toda humanidade.

Existem muito mais razões para acreditar em um mundo melhor que o contrário

No mundo existem mais motivos para você ser feliz, ou mais motivos para ser infeliz? O que você acha? Não há a menor dúvida que existem muito mais motivos para sermos felizes. E não precisa de estatísticas para concluir isso, basta observarmos ao nosso redor.

Moro em São Paulo há mais de 24 anos e diferentemente do que pensava quando morava em Barretos, no interior do Estado, o que tenho presenciado aqui é uma cidade solidaria calorosa, com inúmeros problemas sim, com grandes desafios a serem superados sim, mas de um povo batalhador e sonhador.

O trânsito é intenso e muitas vezes os congestionamentos fazem com que o tempo de deslocamento de um lugar para outro supere em duas ou até três vezes que o normal. Há motoristas e motoqueiros estressados, mas há muito mais solidariedade que egoísmo. É comum presenciarmos motoristas que dão passagem a outros, que facilitam o acesso de uma avenida periférica para a principal. No entanto, praticamente apenas os acontecimentos negativos são noticiados e ganham destaques na várias mídias.

Nos transportes públicos, embora nos horários de picos estejam superlotados, é quase que comum presenciamos pessoas se levantando de seus assentos em favor de outras idosas, grávidas, com crianças de colo ou alguma deficiência mesmo que onde estejam sentados não seja preferencial. Claro que há também outras que tentam disfarçar fingindo dormir, mas não demora e outro lugar então é cedido.

A proposta revolucionária do viver segundo o Princípio do Relógio de Sol

Apresentada pela primeira vez na edição inaugural da revista Seicho-No-Ie em 1º de março de 1930 pelo nosso querido Mestre Masaharu Taniguchi e posteriormente publicado no volume 7 da coleção A Verdade da Vida, hoje é amplamente difundida e trabalhada pelo nosso atual Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, prof. Masanobu Taniguchi.

E, no que consiste este viver? Em poucas palavras significa viver tal qual o relógio de sol, ou seja, registrando apenas as horas em que o sol brilha em nossa vida. Isto não quer dizer fazer vistas grossas para os acontecimentos negativos do cotidiano fingindo que não existem, em absoluto é isso.

A base deste princípio está na fé em duas premissas fundamentais da Seicho-No-Ie: Existe apenas a Imagem Verdadeira da vida e o mundo fenomênico é reflexo da mente. Compreendendo estas duas premissas, concluímos que aquilo que consideramos mal na verdade não existe, sendo em última análise, o momento escuro da vida aquele em que o sol ainda não está brilhando.

Mas assim que a luz voltar a brilhar a escuridão desaparecerá imediatamente, assim como o mal. Portanto, por mais que pareçam sombrias as suas perspectivas e expectativas não deve se desesperar, pois da mesma forma que não há noite que dura para sempre, não existem perspectivas e expectativas sombrias que também dure para sempre.

A luz sempre resplandece! Se você voltar sua mente para ela, então, sua vida também resplandecerá. Se você não está acostumado ou familiarizado com os princípios da Seicho-No-Ie poderá sentir um pouco de dificuldade quando começar a praticar este modo de viver. Mas não deve desistir por isso, assim como qualquer coisa que vá fazer pela primeira vez precisará de treinamento, para viver segundo o Princípio do Relógio de Sol também deverá fazer um treinamento.

Praticar o bem, sem olhar a quem

O Mundo Ideal pode ser manifestado aqui e agora. E pode ser feito por você. Existem muitas coisas que podemos fazer pelo próximo, mas dar a oportunidade de conhecer a esta Verdade é um presente incalculável.  Por isso, eu e a Associação dos Jovens da SEICHO-NO-IE DO BRASIL convidamos você a participar da campanha “Mundo Ideal: todo mundo lê”, onde vamos oportunizar a milhares de jovens a possibilidade de conhecer sua natureza divina. Mas como fazer isso? Na próxima página temos um cupom onde você pode fazer a assinatura dessa revista de três formas diferentes: a) Individual, para você receber a revista em sua casa; b) Presente, para dar àquela pessoa que você sabe que merece e precisa; c) Do Bem, onde você doa a assinatura e a Seicho-No-Ie entrega em instituições de todo o Brasil.

Faça a diferença na vida de alguém e sinta o que fala a última estrofe do Hino Sagrado Marcha da Missão: “Somente os que vivem pra essa missão conhece o prazer que nós recebemos”. Participe conosco dessa campanha que irá transformar a vida de milhares de leitores.

Desejo que você seja cada vez mais feliz, e faça cada vez mais pessoas felizes.

Muito obrigado!

Preletor da Sede Internacional Carlos Alberto da Silva

Artigo publicado na edição de junho de 2013 da Revista Mundo Ideal

Artigo publicado na edição de junho de 2013 da Revista Mundo Ideal

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