decisões

Tudo na vida é feito por decisões – como escolher as corretas?

Você abriu esta revista e resolveu parar um pouco de fazer o que estava fazendo, para ler este artigo. Esta já foi uma decisão que você tomou hoje. E foi uma decisão acertada. Parabéns! Pois, nas revistas da Seicho-No-Ie, encontramos a Verdade, que nos faz viver de modo correto, e esta é a sua Imagem Verdadeira, a sua essência.

Sem perceber, as pequenas decisões que tomamos no nosso cotidiano é que constroem o nosso destino e o de toda a humanidade. Precisamos tomar decisões o tempo todo. Ao acordar, já temos uma boa oportunidade. Quando toca o despertador, você pensa: “Durmo mais cinco minutos ou me levanto agora mesmo?”. Quem já não escolheu a primeira opção e acordou meia hora depois? Se, na maioria das vezes, você escolhe acordar na mesma hora, parabéns, pois você consegue ter o controle do seu destino!

Vou compartilhar uma situação da minha vida. Tenho a oportunidade de morar próximo a uma estação de metrô em São Paulo, e todos os dias, às 7h05, um metrô vazio passa nessa estação. É uma alegria, pois dá para eu ir sentado e até consigo ler vários livros. Porém, isso só acontece se me decidir levantar na hora em que o despertador tocar e resistir à tentação de colocar na opção “soneca”. Quando faço esta opção, acabo me atrasando para chegar à estação, e consequentemente o metrô que vem está cheio. Só consigo entrar depois de passar o terceiro trem e sei que inevitavelmente chegarei atrasado ao trabalho.

Isso tudo apenas na parte da manhã, imaginem quantas decisões precisamos tomar durante todo o dia! Aparentemente essas pequenas decisões não parecem ser tão importantes, mas é por meio delas que vamos treinando a nossa mente a tomar decisões e nos preparar para as grandes decisões, como aprendemos com o prof. Katsumi Tokuhisa, em seu livro Todos Podem Ter Sucesso, p. 37:

“Para desenvolver a capacidade de decisão, devemos formar o hábito de resolver rapidamente os pequenos problemas que surgem no cotidiano. Resolver rapidamente os pequenos problemas do dia a dia, tão logo surjam, não é tarefa tão difícil. Mas aquele que, ao se defrontar com um grande problema, fica adiando indefinidamente a tomada de decisão, é quem negligencia as tomadas de decisão rápidas diante dos pequenos problemas do dia a dia. Em última análise, é aquele que não consegue abrir mão até de pequenas coisas.”

Quem não consegue abrir mão até mesmo de pequenas coisas é uma pessoa apegada ao seu estado atual e não quer mudar, tem a mente rígida, está na “zona de conforto”. Sabemos também, de acordo com os Ensinamentos da Seicho-No-Ie, que “Tomar Decisão é renunciar a algo”.

Por isso, muitas vezes torna-se difícil uma decisão que parece ser simples, como no exemplo de acordar cedo pela manhã. Pois queremos as duas coisas. Porém, fatalmente, teremos de “abrir mão” do soninho gostoso para ganhar o “metrô vazio” e o elogio do chefe: “Parabéns, você chegou no horário!”. O que é melhor?

Sabemos, também, que o que está implicitamente ligado às nossas decisões são as nossas crenças. Aquilo que acreditamos define as nossas decisões. Se acreditarmos que somos fracos, doentios, com várias limitações, optamos por não encarar grandes desafios e oportunidades. Se acreditarmos que somos mero corpo carnal, somos levados a tomar decisões que beneficiam apenas os desejos do corpo: acordar tarde, saciar a libido, comer e beber excessivamente e, nos casos extremos, consumir drogas.

Por isso, é muito importante ter clara a visão de quem somos nós. O que é o homem verdadeiramente? No capítulo “Homem”, na Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade, encontramos o seguinte ensinamento:

“O homem não é matéria,

não é corpo carnal,

não é cérebro,

não é célula nervosa,

não é glóbulo sanguíneo,

não é soro sanguíneo,

não é célula muscular,

nem é o conjunto de tudo isso.

Conhecei bem a Imagem Verdadeira do homem:

o homem é Espírito,

é Vida,

é Imortalidade.”

 

Portanto, está claro o ensinamento de que o homem não é matéria, mas Espírito. Vou citar um exemplo para analisar essa Verdade no nosso cotidiano.

Muitos jovens têm o hábito de sair no final de semana e ir à balada, a casas de shows etc. E nessas saídas costumam ingerir em demasia bebidas alcoólicas e beijar muito, não apenas uma pessoa, mas várias. A princípio parece algo normal porque muitos o fazem. Porém, se isso fosse um hábito, de acordo com a natureza divina do homem, os jovens não ficariam com sentimento de remorso e culpa no dia seguinte, não querendo mais nem ver aquela pessoa com quem “ficou” a noite na balada, sem contar a baita dor de cabeça e a sensação de vazio interior.

Se ocorre essa sensação, é justamente para mostrar que algo não está correto. Como somos espíritos, para nos sentir preenchidos, precisamos de algo que não seja material, como o amor. Talvez os jovens até busquem o amor, mas o confundem com atração física, por isso ocorre o arrependimento. Dessa forma, enquanto tomarmos decisões baseadas apenas pelo nosso corpo, sem contar com a sabedoria, teremos algum tipo de sofrimento. Isso não quer dizer que o corpo carnal ou ir à balada sejam um mal em si. Não é isso. Pois o que é bem e o que é mal é relativo e depende de alguns fatores, conforme nos ensina o prof. Katsumi Tokuhisa:

“Lendo o livro A Verdade da Vida, mudei o meu discernimento quanto ao bem e ao mal. Eu acreditava que sabia distinguir claramente entre o que é bem e o que é mal. Mas esse livro ensina que o bem e o mal são definidos através de três adequações: à pessoa, ao tempo e ao lugar.” (Todos Podem Ter Sucesso, pp. 33-34)

Precisamos entender que as situações devem ser analisadas de acordo com cada pessoa, o tempo e o lugar. Quando vivi a experiência da minha escolha acadêmica, tive a oportunidade de exercitar essa adequação, pois havia me ocorrido algo muito bom, que foi passar nos vestibulares da Universidade Federal do Paraná, durante dois anos seguidos (o primeiro ano em Nutrição e o segundo em Ciência da Computação). Porém não me sentia plenamente feliz nesses cursos, portanto, não eram os mais adequados para mim. Por isso, além da adequação pessoa-tempo-lugar, precisamos sintonizar com Deus, que é a fonte da sabedoria universal. E a prática para sintonizarmos com a grande sabedoria universal é a Meditação Shinsokan.

É por meio da Meditação Shinsokan que despertamos para a Verdade de quem somos realmente, ou seja, filhos de Deus, seres espirituais. Deus está dentro de nós e em todos os lugares, basta sintonizarmos com Ele. E, quando passei a fazer essa prática meditativa com assiduidade (todos os dias), sintonizei-me com a sabedoria de Deus e naturalmente consegui tomar a decisão mais acertada. Decidi fazer outro vestibular, para Bacharelado em Artes Cênicas – Interpretação Teatral. Percebi, então, que tomei a decisão mais acertada e me formei nesse curso, o que me deixou muito feliz.

Portanto, vamos viver de acordo com as orientações que vêm do nosso Deus interior:

“…é preciso criar o hábito de entregar a última decisão ao nosso Deus interior. Quando me defronto com diversos problemas, penso: ‘Que faria Deus neste caso?’. E repito diversas vezes o trecho do Canto Evocativo de Deus: ‘As minhas obras, não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus-Pai, que permeia os céus e a terra'”. (Todos Podem Ter Sucesso, p. 35)

Decida viver de acordo com a sua natureza divina, que é espiritual, e siga a sabedoria de Deus, e, com certeza, tomará as decisões mais acertadas.

 

Aspirante a preletor da Sede Internacional Luciano Sundin do Lago

 

Publicado na revista Mundo Ideal #241

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